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Aluguel de cadeira, comissão ou salão parceiro: qual modelo escolher para a equipe

23/10/2026 · 8 min de leitura

Quando o salão ou a barbearia cresce além de uma pessoa, aparece a pergunta: como trabalhar com os outros profissionais? Registrar em carteira é caro para quem está começando, e combinar "de boca" vira problema na primeira discussão sobre dinheiro.

Na prática, quase todo negócio de beleza usa um destes três modelos, ou uma mistura deles.

Os três modelos lado a lado

Aluguel de cadeiraComissãoSalão parceiro (contrato de parceria)
Como o dinheiro andao profissional recebe do cliente e paga um valor fixo à casaa casa recebe tudo e repassa uma parte ao profissionala casa recebe, retém a parte dela e repassa a do profissional
Quem define o preçoem geral o profissionala casao que estiver no contrato
Risco do mês fracodo profissionaldivididodividido
Cliente é de quemcostuma ser do profissionalda casao que estiver no contrato
Agendao profissional controla a delea casa organizacombinado no contrato
Papelcontrato de locaçãocombinado escrito, ou vínculo de empregocontrato de parceria escrito e homologado

Aluguel de cadeira

O profissional paga um valor fixo por mês, por semana ou por dia para usar a cadeira ou a bancada, e fica com tudo o que recebe dos clientes. Para a casa, é uma receita previsível e sem conta de comissão. Para o profissional, é liberdade: preço, horário e clientes são dele.

O ponto fraco é o controle. Se cada um define preço e atendimento, a experiência do cliente muda de cadeira para cadeira, e a marca da casa fica fraca. E o mês fraco pesa todo para o profissional, que pode ir embora levando os clientes.

Comissão

A casa recebe o valor do serviço e repassa uma porcentagem ao profissional. É o modelo mais comum e o que dá mais controle à casa sobre preço, agenda e atendimento. A dificuldade é a conta: sobre qual valor calcular, o que fazer com desconto e cortesia. Isso está explicado em detalhe em como calcular comissão sem briga.

Atenção: se o profissional tem horário fixo imposto, recebe ordens e trabalha só para você, a relação pode ser vista como emprego, mesmo com o nome de comissão. O modelo de parceria existe justamente para dar segurança a esse arranjo.

Salão parceiro

A Lei 13.352, de 2016, conhecida como Lei do Salão Parceiro, criou um contrato próprio para o setor de beleza. O salão-parceiro recebe o pagamento do cliente, retém a cota-parte dele (pelo uso do espaço, dos produtos e da estrutura) e repassa ao profissional-parceiro a parte dele, que pode atuar como MEI ou microempresa.

Os pontos principais:

Os detalhes de imposto e de recolhimento mudam conforme o regime da sua empresa. Antes de assinar, converse com o seu contador: ele diz qual modelo custa menos no seu caso e prepara o contrato certo.

Qual escolher

Seja qual for, ponha por escrito: valores, prazos, de quem é o cliente e o que acontece quando alguém sai.

Como fica no HoraFixa

No HoraFixa, cada profissional tem o próprio horário, folgas e serviços, e o cliente escolhe com quem quer ser atendido na sua página. Nos planos pagos, a equipe não tem limite de profissionais e o relatório mostra o faturamento de cada um, com a comissão calculada pela porcentagem que você definir. No plano Grátis, só um profissional atende.

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