Comissão no salão e na barbearia: como calcular sem briga (com exemplos)
Briga de comissão quase nunca é sobre o percentual. É sobre a base: 40% de quê? Do preço da tabela, do que o cliente pagou, do que sobrou depois da taxa da maquininha? Quando isso não está combinado, cada desconto e cada cortesia vira uma discussão no fim do mês.
Primeiro, combine a base
As três bases mais usadas:
- Sobre o valor cobrado. O profissional recebe a parte do que entrou de verdade. Se teve desconto, a comissão cai junto. É a mais simples de conferir.
- Sobre o preço de tabela. O profissional recebe sempre a mesma coisa pelo mesmo serviço, e o desconto sai só do caixa da casa. Faz sentido quando quem decide o desconto é o dono, não o profissional.
- Sobre o valor líquido. Desconta-se antes a taxa do cartão e, às vezes, o custo do produto usado. É a mais justa no papel e a mais trabalhosa na prática: cada atendimento tem uma conta diferente.
Não existe base certa. Existe base combinada por escrito, antes do primeiro atendimento.
As contas lado a lado
Um serviço de R$ 100 de tabela, com 40% de comissão:
| Situação | Cliente pagou | Comissão sobre o cobrado | Comissão sobre a tabela |
|---|---|---|---|
| Preço cheio | R$ 100 | R$ 40 | R$ 40 |
| Desconto de 20% | R$ 80 | R$ 32 | R$ 40 |
| Cortesia (cliente não pagou) | R$ 0 | R$ 0 | R$ 40 |
Repare na última linha. Na cortesia sobre a tabela, a casa paga R$ 40 por um atendimento que não rendeu nada. Às vezes é exatamente o certo — a cortesia foi decisão do dono, e o profissional trabalhou do mesmo jeito. Às vezes não é. Por isso o mais justo é decidir caso a caso, com a regra geral combinada.
Quem paga o desconto
Uma regra que costuma evitar atrito: quem dá o desconto, paga o desconto. Se foi o profissional que ofereceu 20% para fechar o cliente, a comissão é sobre o cobrado. Se foi a casa que fez uma promoção, a comissão é sobre a tabela. Escreva isso no combinado e metade das discussões some.
Fechamento: com que frequência
Semanal, quinzenal ou mensal, o importante é o profissional conseguir conferir. Entregue um extrato com cada atendimento — data, cliente, serviço, valor e comissão — em vez de só o total. Total sem extrato é pedido de desconfiança.
E a parte legal
A Lei do Salão-Parceiro (Lei nº 13.352/2016) permite que salões e profissionais trabalhem como parceiros, com o salão retendo uma parte de cada serviço. Ela exige contrato de parceria por escrito e tem regras próprias. Não é o mesmo que um combinado de boca: antes de montar a sua, converse com um contador.
Como fica no HoraFixa
Cada profissional tem o seu percentual de comissão, em qualquer plano. O relatório soma o mês (ou o período que você escolher): quanto cada um produziu, quanto tem a receber e o ranking dos serviços. O percentual fica guardado em cada atendimento: se você mudar a comissão de alguém em novembro, outubro não muda.
Quando você dá desconto ao concluir um atendimento de quem tem comissão, o HoraFixa pergunta sobre qual valor ela vale, o cobrado ou o de tabela — nada vem marcado, a decisão é sua a cada vez. Cortesia também entra. Nos planos Premium e Max, a planilha do Excel traz uma aba de comissões com o extrato de cada profissional, pronto para entregar no fechamento.
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